Publicado em 22/03/2021 às 12h09.

Ampliação da vacinação contra HPV reduzirá casos de câncer, afirma ginecologista

Segundo Renata Britto, mudança para as imunossuprimidas vai atingir faixa mais vulnerável a essa neoplasia, a quarta mais letal entre as brasileiras

Redação
Foto: divulgação Rede Amo
Foto: divulgação Rede Amo

 

A ampliação da faixa de vacinação contra HPV em mulheres imunossuprimidas – de 26 para 45 anos – vai reduzir os casos de câncer de colo de útero, na avaliação da ginecologista Renata Britto, da Rede Amo e professora associada da Universidade Federal da Bahia. A mudança já foi definida pelo Programa Nacional de Imunização e deve chegar aos postos nos próximos dias. “Vai abranger essa importante parcela da população de mulheres imunossuprimidas, que são as mais vulneráveis ao câncer de colo de útero”, afirmou a especialista.

São consideradas imunossuprimidas pessoas infectadas pelo vírus HIV, transplantadas de órgãos sólidos e medula óssea ou em tratamento para câncer (radio e/ou quimioterapia). O câncer de colo de útero é a quarta neoplasia maligna mais comum entre as brasileiras, sendo superada apenas pelo câncer de pele não melanoma e pelos tumores de mama e colorretal. É também a quarta causa de morte por câncer em pacientes do sexo feminino no país.

A especialista destaca ainda a importância da vacina quadrivalente contra o HPV, que está disponível pelo SUS desde 2014 e contempla meninas de 9 a 14 anos e meninos entre 11 e 14 anos. “É fundamental que a vacina proteja jovens antes da exposição ao vírus, que se dá com a iniciação sexual, para que tenham menos chances de desenvolver o câncer de colo de útero”, completou Renata Britto.

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