Publicado em 23/08/2023 às 18h37.

Ginecologista diz que equilíbrio de hormônios contribui para prevenção de doenças

Jorge Valente aponta que manter níveis hormonais em equilíbrio contribui para a redução dos riscos do diabetes, da hipertensão, depressão, obesidade e de doenças cardiovasculares

Redação
Imagem: Reprodução/ Freepik

 

De acordo com o médico ginecologista Jorge Valente, a incidência do diabetes, particularmente o do tipo 2, durante a menopausa é explicada por dois principais fatores: maior resistência insulínica e aumento do tecido adiposo corporal. Segundo o ginecologista, durante a menopausa a redução do metabolismo e da produção de hormônios femininos resultam em uma maior dificuldade de controle de peso, podendo resultar em obesidade – que é um fator de risco para a resistência insulínica. Além disso, neste período, o corpo feminino deixa de produzir o estrógeno e a progesterona, hormônios que atuam como auxiliares no controle da insulina. Com isso, é possível que passem a apresentar instabilidade nos níveis de açúcar no sangue.

O especialista ainda aponta que são inúmeros os fatores que mostram que manter os níveis hormonais em equilíbrio contribui para a redução dos riscos não só do diabetes, mas também da hipertensão, depressão, obesidade e de doenças cardiovasculares.

“Vários estudos na literatura mostram o aumento da incidência destas doenças com a queda dos hormônios. Por exemplo, o estrogênio é o principal sensibilizador do receptor de insulina, ou seja, garantir que a mulher mantenha a taxa indicada deste hormônio pode resultar na prevenção e/ou redução da chance de ela vir a desenvolver diabetes. O estrogênio também reduz o risco de doença cardiovascular, já que ele aumenta a produção de óxido nítrico na coronária, que é o nosso principal vaso dilatador”, afirma Valente.

E embora haja diversas evidências dos benefícios da terapia de reposição hormonal para a prevenção e tratamento de doenças durante a menopausa, o especialista lembra que a mesma só deve ser realizada se houver indicação médica. Para isso, é recomendado que a paciente consulte um profissional de sua confiança para uma avaliação individualizada.

Síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade deste hormônio exercer adequadamente seus efeitos, o Diabetes Mellitus (DM) atinge 57% das mulheres residentes nas capitais brasileiras, segundo dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2021. Em Salvador, o número de mulheres que apresentam a doença é de 10,6% destas, 45,4% estão acima dos 55 anos – faixa etária que coincide com o período menopausal.

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