Mais de 8.500 pessoas morreram na Bahia em 2023 por doenças relacionadas ao coração
Mais de sete mil mortes foram idosos acima de 60 anos

A Bahia ultrapassou a marca de 8.500 mortes por doenças relacionadas ao coração apenas neste ano. Segundo dados enviados ao bahia.ba pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), foram 8.743 óbitos, sendo que, desses, mais de sete mil foram em pessoas com acima de 60 anos, como foi o caso da idosa de 63 anos, Rosimeire de Santana, que teve uma morte súbita na quarta-feira (30) enquanto caminhava na avenida Bonocô, em Salvador.
A ocorrência de Rosimeire liga um alerta: os cuidados necessários antes de praticar uma atividade física. Em entrevista ao bahia.ba, o educador físico e diretor do departamento de Esporte da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcus Brito, reforçou que é preciso ter atenção antes de iniciar uma rotina de atividade física.
“Uma pessoa que pretende começar a praticar uma atividade física, ela precisa começar fazendo uma avaliação prévia de preparação. Ou seja, se eu vou começar uma atividade física, eu preciso ir a um profissional, que incialmente pode ser um profissional de educação Física ou um médico, para justamente estratificar o risco que eu tenho baseado no histórico clínico, comportamental, medidas para aí saber se eu tenho predisposição a alguma risco ao praticar alguma atividade”, explicou.
Ainda de acordo com Marcus, “Se esse risco for um risco baixo, eu posso começar essa atividade de forma leve e moderada, agora se eu estratifico esse risco como alto, aí eu não tenho muito o que fazer”.
As arritmias cardíacas têm a alta incidência na população brasileira, sobretudo entre idosos. Ao todo, este descompasso no coração pode acometer 1 em 4 pessoas ao longo da vida e é responsável pela morte súbita de cerca de 300 mil brasileiros todos os anos, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC). Segundo Marcus, “Infelizmente a morte súbita ela tem essa estatística, mas, segundo ele, “quando é comparado ao número de pessoas que se exercitam, é uma estatística baixa. Então é importante falar que as pessoa precisam se exercitar”.
Em entrevistado ao bahia.ba, o médico cardiologista Luiz Agnaldo Souza, explicou que manter hábitos saudáveis reduz em 80% o risco de mortes súbitas, mas ressalta que não é garantia que não vá acontecer, visto que, segundo ele, é necessário manter outros hábitos, como evitar o uso do cigarro.
“A principal causa reversível, é não fumar. Então seriam hábitos saudáveis de vida que levariam a um menor risco de ter um infarto, que é o que vale a 80% de menor risco de morte súbita”.
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